Criada em 1990, a Novo Encanto é uma entidade ambientalista, sem fins lucrativos,qualificada pelo Ministério da Justiça
como Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP) desde 2010.

A qualificação de OSCIP é um reconhecimento ficial dado a entidades do terceiro setor que facilita parcerias e convênios
com órgãos governamentais e públicos, permitindo que doações realizadas por empresas possam ser descontadas no
imposto de renda.

Desde 2013, a Novo Encanto está associada e tem status consultivo junto ao Conselho Econômico Social das Nações Unidas
(ECOSOC-ONU), um dos seis órgãos principais do Sistema da Organização das Nações Unidas (ONU).

A ORGANIZAÇÃO

Missão

Conservar a Natureza, da qual todos somos dependentes, mediante o desenvolvimento humano sustentado em bases ecológicas, com a valorização da Vida, a promoção da Paz e da Justiça Social.

Carta de Princípios

“O ser humano atravessa hoje uma crise das mais graves em toda a sua história. A devastação do nosso planeta é uma realidade cada vez mais presente: florestas são reduzidas a desertos, milhares de espécies animais e vegetais desaparecem para sempre, a água e o ar são contaminados, e até a camada de ozônio da biosfera é ferida. Se esta prática não for revertida, a sua consequência mais imediata será a destruição dos recursos naturais dos quais depende a nossa própria existência.

Além desse plano mais imediato, existe uma ameaça mais grave: a de que o ser humano esqueça o verdadeiro sentido de sua humanidade. O homem é um ser que vem sendo servido, nutrido pela Natureza na plenitude de seus reinos mineral, vegetal e animal. Na pureza e transparência da água que mantém a vida, nos mistérios da árvores e plantas que pela fotossíntese, nos ensinam a receber a luz do Sol e transmutá-la, nas múltiplas espécies de nosso reino animal, a Natureza nos dá de Si para que possamos viver.

Uma compreensão distorcida desta generosidade, fruto da arrogância e da presunção, levou o homem a ver a Natureza como subalterna, e a perceber a sua humanidade na razão direta de sua capacidade de dominar a Ela e aos outros homens. Na esteira deste impulso, a Natureza é tratada como um objeto a ser manipulado em função da ganância dos homens. Esta perspectiva, que torna a mão humana indesejável, se opõe a uma tradição milenar, que compreende a Natureza como Presença Divina manifestando-se na água, nas árvores, no ar, no sol, na lua. Para nós, a Natureza serve e atende ao homem porque lhe é Superior. O caminho da plena realização de nossas potencialidades começa por reconhecer a Natureza como ela é: sagrada. Este reconhecimento vem junto com um processo de autotransformação do ser humano, uma busca de sua verdadeira essência e de sua autêntica vocação. Encontramos a nossa verdadeira humanidade na medida em que nos tornamos um canal de expressão da Natureza Divina, um canal do Ser-Vir; nesta dimensão, o homem também é sagrado.

Entendemos assim que o trabalho ecológico tem seu centro no redimensionamento da relação homem/natureza. A Associação Novo Encanto de Desenvolvimento Ecológico se posiciona no sentido de preservar e realçar a Natureza por meio de um desenvolvimento autossustentado. E, principalmente, atuar para que cresça a compreensão espiritual da Natureza e de nosso lugar dentro dela. Assim nos alinhamos a todos aqueles que, em diferentes lugares do planeta, trabalham neste mesmo sentido: o de tecer novamente os fios que nos religam à Natureza, aos nossos semelhantes e a nós mesmos.

Os princípios que orientam a nossa Associação são, portanto:

  1. Atuar pela tomada de consciência de que o único domínio que nos cabe exercer sobre a Natureza é o processo gradual de autoconhecimento e autodisciplina sobre a natureza humana: o domínio de si.
  2. Trabalhar pela substituição de uma relação de consumo agressivo da Natureza por uma relação de comunhão. E nesta comum-união, tornar-nos Um com ela.
  3. O ser humano expressa o seu grau de integração na Natureza na sua prática, na medida em que estabelece laços de União com todos aqueles que compartilham desta mesma aspiração. É desta união que vem brotando a força que há de conduzir as pessoas e os movimentos que trabalham em prol da Vida e da Paz à realização de seus objetivos.
  4. Combinar a implantação de projetos de preservação do meio ambiente com atividades de conscientização de um número cada vez maior de pessoas quanto à seriedade da crise que estamos vivendo, assim como os caminhos de sua superação.
  5. A responsabilidade que se põe para cada ser humano hoje é a de uma transformação profunda de nossa relação com o planeta Terra. Para que esta transformação ocorra é preciso reencontrar a experiência da Natureza em seus encantos. O nome de nossa associação se vincula a este querer.”

Com Respeito às Origens

A Novo Encanto nasceu de inspiração conservacionista e socioambiental.

Com a situação de desmatamento que se pronunciava no final da década de 1980, Luiz Maciel da Costa (in memoriam) e Luiz Gonzaga Alves Filho (hoje Deputado estadual no Acre) se uniram movidos por um ideal: conseguir uma área de floresta que pudesse ser preservada.

“Sonho que sonha junto é realidade”, disse o poeta. Na concretização desse “sonho”, um grupo de ambientalistas que compartilhava da mesma visão espiritualizada da natureza, liderados por Raimundo Monteiro de Souza, fundou a Associação Novo Encanto em 30 de janeiro de 1990.

Iniciaram esse trabalho objetivando, também, a preservação do secular Seringal Novo Encanto, uma área de floresta amazônica nativa, na região do médio Rio Purus, porção sul da bacia no estado do Amazonas, no município de Lábrea, um ponto crítico de expansão da fronteira agrícola, adquirido com o apoio de Jeffrey Bronfman.

Ao longo desses 27 anos de existência, a Novo Encanto cresceu e se fez presente em todos os biomas brasileiros, com representações locais em todas as capitais e nas principais cidades interioranas do país, além de representações também em outros países.

Quem somos

Somos histórias de vida e experiências de pessoas ligadas pelo sentimento de que a crise ecológica em que vivemos se insere no contexto de uma crise civilizacional e pode ser superada com o redimensionamento da relação do homem com o meio ambiente, por meio de uma compreensão espiritual da Natureza e de nosso lugar dentro dela.

Presidente do Conselho Diretor

Carlos Teodoro José Hugueney Irigaray

Doutor em Direito pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), com pós-doutorado em Direito Ambiental junto a University of Florida (EUA), é professor associado da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), na qual coordena operacionalmente o Doutorado Interinstitucional em Direitos Humanos e Meio Ambiente e integra o Conselho Diretor da UFMT. Procurador do Estado, atua na Subprocuradoria de Defesa do Meio Ambiente

Vice-Presidente

Carolina Joana da Silva

Doutora em Ecologia e Recursos Naturais pela Universidade Federal de São Carlos, com Pós-Doutorado em Limnologia de Áreas Úmidas Tropicais junto ao Instituto Max Planck de Limnologia em Plom (Alemanha). Professora aposentada da UFMT, é atualmente professora adjunta da Universidade do Estado de Mato Grosso (UNEMAT)

Presidente de Honra

Raimundo Monteiro de Souza

Fundador, em 1990, e primeiro presidente, por um período de cinco anos, da Associação Novo Encanto de Desenvolvimento Ecológico, aposentou-se como técnico em controle e finanças pelo Ministério da Fazenda, tendo exercido, entre suas atividades profissionais, a defesa do meio ambiente, mesmo antes que o mundo se despertasse para a gravidade da crise ecológica e se reunisse na conferência internacional ECO-92, da qual Mestre Monteiro, como é mais conhecido, também participou, representando a Novo Encanto com uma clara visão da relação entre ecologia e espiritualidade. Ocupa atualmente o lugar de presidente de honra da Novo Encanto

Conselho Diretor

Conselho Consultivo

Diretoria Executiva

Carta de Princípios

“O ser humano atravessa hoje uma crise das mais graves em toda a sua história. A devastação do nosso planeta é uma realidade cada vez mais presente: florestas são reduzidas a desertos, milhares de espécies animais e vegetais desaparecem para sempre, a água e o ar são contaminados, e até a camada de ozônio da biosfera é ferida. Se esta prática não for revertida, a sua consequência mais imediata será a destruição dos recursos naturais dos quais depende a nossa própria existência.

Além desse plano mais imediato, existe uma ameaça mais grave: a de que o ser humano esqueça o verdadeiro sentido de sua humanidade. O homem é um ser que vem sendo servido, nutrido pela Natureza na plenitude de seus reinos mineral, vegetal e animal. Na pureza e transparência da água que mantém a vida, nos mistérios da árvores e plantas que pela fotossíntese, nos ensinam a receber a luz do Sol e transmutá-la, nas múltiplas espécies de nosso reino animal, a Natureza nos dá de Si para que possamos viver.

Uma compreensão distorcida desta generosidade, fruto da arrogância e da presunção, levou o homem a ver a Natureza como subalterna, e a perceber a sua humanidade na razão direta de sua capacidade de dominar a Ela e aos outros homens. Na esteira deste impulso, a Natureza é tratada como um objeto a ser manipulado em função da ganância dos homens. Esta perspectiva, que torna a mão humana indesejável, se opõe a uma tradição milenar, que compreende a Natureza como Presença Divina manifestando-se na água, nas árvores, no ar, no sol, na lua. Para nós, a Natureza serve e atende ao homem porque lhe é Superior. O caminho da plena realização de nossas potencialidades começa por reconhecer a Natureza como ela é: sagrada. Este reconhecimento vem junto com um processo de autotransformação do ser humano, uma busca de sua verdadeira essência e de sua autêntica vocação. Encontramos a nossa verdadeira humanidade na medida em que nos tornamos um canal de expressão da Natureza Divina, um canal do Ser-Vir; nesta dimensão, o homem também é sagrado.

Entendemos assim que o trabalho ecológico tem seu centro no redimensionamento da relação homem/natureza. A Associação Novo Encanto de Desenvolvimento Ecológico se posiciona no sentido de preservar e realçar a Natureza por meio de um desenvolvimento autossustentado. E, principalmente, atuar para que cresça a compreensão espiritual da Natureza e de nosso lugar dentro dela. Assim nos alinhamos a todos aqueles que, em diferentes lugares do planeta, trabalham neste mesmo sentido: o de tecer novamente os fios que nos religam à Natureza, aos nossos semelhantes e a nós mesmos.

Os princípios que orientam a nossa Associação são, portanto:

  1. Atuar pela tomada de consciência de que o único domínio que nos cabe exercer sobre a Natureza é o processo gradual de autoconhecimento e autodisciplina sobre a natureza humana: o domínio de si.
  2. Trabalhar pela substituição de uma relação de consumo agressivo da Natureza por uma relação de comunhão. E nesta comum-união, tornar-nos Um com ela.
  3. O ser humano expressa o seu grau de integração na Natureza na sua prática, na medida em que estabelece laços de União com todos aqueles que compartilham desta mesma aspiração. É desta união que vem brotando a força que há de conduzir as pessoas e os movimentos que trabalham em prol da Vida e da Paz à realização de seus objetivos.
  4. Combinar a implantação de projetos de preservação do meio ambiente com atividades de conscientização de um número cada vez maior de pessoas quanto à seriedade da crise que estamos vivendo, assim como os caminhos de sua superação.
  5. A responsabilidade que se põe para cada ser humano hoje é a de uma transformação profunda de nossa relação com o planeta Terra. Para que esta transformação ocorra é preciso reencontrar a experiência da Natureza em seus encantos. O nome de nossa associação se vincula a este querer.”

Com Respeito às Origens

A Novo Encanto nasceu de inspiração conservacionista e socioambiental.

Com a situação de desmatamento que se pronunciava no final da década de 1980, Luiz Maciel da Costa (in memoriam) e Luiz Gonzaga Alves Filho (hoje Deputado estadual no Acre) se uniram movidos por um ideal: conseguir uma área de floresta que pudesse ser preservada.

“Sonho que sonha junto é realidade”, disse o poeta. Na concretização desse “sonho”, um grupo de ambientalistas que compartilhava da mesma visão espiritualizada da natureza, liderados por Raimundo Monteiro de Souza, fundou a Associação Novo Encanto em 30 de janeiro de 1990.

Iniciaram esse trabalho objetivando, também, a preservação do secular Seringal Novo Encanto, uma área de floresta amazônica nativa, na região do médio Rio Purus, porção sul da bacia no estado do Amazonas, no município de Lábrea, um ponto crítico de expansão da fronteira agrícola, adquirido com o apoio de Jeffrey Bronfman.

Ao longo desses 27 anos de existência, a Novo Encanto cresceu e se fez presente em todos os biomas brasileiros, com representações locais em todas as capitais e nas principais cidades interioranas do país, além de representações também em outros países.

Quem somos

Somos histórias de vida e experiências de pessoas ligadas pelo sentimento de que a crise ecológica em que vivemos se insere no contexto de uma crise civilizacional e pode ser superada com o redimensionamento da relação do homem com o meio ambiente, por meio de uma compreensão espiritual da Natureza e de nosso lugar dentro dela.

Presidente do Conselho Diretor

Carlos Teodoro José Hugueney Irigaray

Doutor em Direito pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), com pós-doutorado em Direito Ambiental junto a University of Florida (EUA), é professor associado da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), na qual coordena operacionalmente o Doutorado Interinstitucional em Direitos Humanos e Meio Ambiente e integra o Conselho Diretor da UFMT. Procurador do Estado, atua na Subprocuradoria de Defesa do Meio Ambiente

Vice-Presidente

Carolina Joana da Silva

Doutora em Ecologia e Recursos Naturais pela Universidade Federal de São Carlos, com Pós-Doutorado em Limnologia de Áreas Úmidas Tropicais junto ao Instituto Max Planck de Limnologia em Plom (Alemanha). Professora aposentada da UFMT, é atualmente professora adjunta da Universidade do Estado de Mato Grosso (UNEMAT)

Presidente de Honra

Raimundo Monteiro de Souza

Fundador, em 1990, e primeiro presidente, por um período de cinco anos, da Associação Novo Encanto de Desenvolvimento Ecológico, aposentou-se como técnico em controle e finanças pelo Ministério da Fazenda, tendo exercido, entre suas atividades profissionais, a defesa do meio ambiente, mesmo antes que o mundo se despertasse para a gravidade da crise ecológica e se reunisse na conferência internacional ECO-92, da qual Mestre Monteiro, como é mais conhecido, também participou, representando a Novo Encanto com uma clara visão da relação entre ecologia e espiritualidade. Ocupa atualmente o lugar de presidente de honra da Novo Encanto

Conselho Diretor

Conselho Consultivo

Diretoria Executiva