METADE DOS RESÍDUOS SÓLIDOS DESCARTADOS NO BRASIL É DE ORGÂNICOS E PODE VIRAR ADUBO DE QUALIDADE

METADE DOS RESÍDUOS SÓLIDOS DESCARTADOS NO BRASIL É DE ORGÂNICOS E PODE VIRAR ADUBO DE QUALIDADE

Você sabia que, no Brasil, dos resíduos sólidos (popularmente chamados de “lixo”) produzidos, mais de 50% é de matéria orgânica?

Um número muito grande, considerando todos os resíduos orgânicos despejados diariamente em aterros ou lixões como se fossem “lixo comum”.

A cada ano, no país, temos 800 milhões de toneladas de resíduos orgânicos, se somarmos o que é produzido nas residências, indústrias, na agricultura e pecuária, segundo dados do Plano Nacional de Resíduos Sólidos (lei nº 12.305/2010).

Essa grande quantidade de orgânicos (como cascas e restos de alimentos, por exemplo), quando separada de outros resíduos recicláveis ou dos rejeitos, pode ser transformada em um excelente adubo para o solo por meio da compostagem.

A compostagem é o processo biológico de decomposição dos orgânicos de forma acelerada, com presença do oxigênio. Embora que ainda menos de 2% dos resíduos sólidos urbanos seja destinada para a compostagem atualmente, o processo, além de retornar à terra os nutrientes que ela precisa, auxilia na redução e reciclagem de resíduos, colaborando com a vida no planeta!

Reciclar orgânicos em casa é muito simples. Além disso:

– Diminui a quantidade de resíduos nos aterros sanitários, aterros controlados ou mesmo nos lixões que ainda existem no Brasil;

– Incentiva a separação e encaminhamento dos recicláveis para reaproveitamento, já que fica bem mais fácil separar o que não é orgânico;

– Minimiza as possibilidades de contaminação do lençol freático, uma vez que o chorume, que é um excelente adubo produzido pela decomposição da matéria orgânica, não se mistura aos metais pesados presentes nos aterros ou lixões;

– Reduz o aquecimento global, pois a decomposição dos orgânicos não acontecerá nos aterros sanitários ou lixões produzindo metano (CH4) ou dióxido de carbono (CO2), gases responsáveis pelo efeito estufa.

Então, como fazer?

Um jeito bem simples é a compostagem com baldes ou caixas, em sistemas chamados de “minhocários” (vermicompostagem),  os quais podem ser feitos até em locais com espaço restrito, sem gerar odores e nem atrair animais como ratos e moscas.

Este vídeo do Programa Globo Rural, de 19/10/14, que você acessa clicando aqui, ensina como fazer a compostagem em baldes.

Também selecionamos um material do Projeto Composta São Paulo que ensina a fazer compostagem com minhocas, aqui.

Clicando aqui, você tem acesso a um Manual de Compostagem Doméstica com Minhocas que a Morada da Floresta, organização referência em compostagem doméstica, educação ambiental e permacultura urbana, realizou para o Projeto Composta São Paulo, lançado em 2014 pela Prefeitura de São Paulo em parceria com a SP Recicla, uma rede de iniciativas para melhor destinação de resíduos da cidade.

Faça compostagem e depois nos escreva contando sua experiência!

Texto: Vinícius Mauricio de Lima e Michela Brígida Rodrigues.

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