No Pará, aula de manejo e multiplicação de abelhas nativas do Brasil

No Pará, aula de manejo e multiplicação de abelhas nativas do Brasil

Na aula prática, a ideia foi envolver os alunos da UFRA e CEAP, além de sócios da Novo Encanto, para entenderem como se dá a multiplicação das abelhas e ainda realizar a captura de novos indivíduos para gerar mais produção de mel.

Foi com o objetivo de partilhar conhecimento que a Associação Novo Encanto de Desenvolvimento Ecológico, em Parceria com a UFRA – Universidade Federal Rural da Amazônia e CEAP – Centro de Educação Ambiental de Parauapebas, no Pará, realizou no domingo, 26 de agosto, uma aula prática de manejo e multiplicação de abelhas nativas do Brasil.

Romário Silva Gomes, monitor da Novo Encanto em Paraupebas, avaliou o evento como produtivo, tanto pelo número de participantes, cerca de 150, quanto pelo conteúdo das palestras e ainda a aula prática.

“A Novo encanto em Parauapebas tem alguns objetivos com o investimento em meliponário, sendo um deles a conservação das abelhas nativas do Brasil, educação ambiental e a produção de mel”, detalha Romário Gomes, mensurando que os rendimentos advindos da produção do mel beneficiarão a entidade e a comunidade. 

O evento começou às 7h30 com a apresentação das instituições participantes, com destaque para a Novo Encanto, entidade anfitriã, seguido de um café da manhã. O próximo ato foi uma palestra com a professora Rafaela Castro, com formação em zootecnia. Ela contou particularidades da vida das abelhas em comunidade e ainda de como atuam em favor do meio ambiente através da polinização e conservação de espécies de plantas e produção de flores e frutos.

Depois foi momento de ir a campo em aula prática com a técnica agrícola Izabel Maria, especialista em educação ambiental. Na aula a ideia foi envolver os alunos da UFRA e CEAP para entenderem como se dá a multiplicação dos insetos e ainda realizar a captura de novos indivíduos para gerar mais produção de mel.

Foi realizada, em seguida, a montagem de novas caixas e mudança nas já existentes, sendo duas de Uruçu Preta e uma de Marmelada Amarela, ambas genuinamente brasileiras e do tipo sem ferrão.

“O primeiro passo é levar ao conhecimento do produtor que é possível trabalhar sem ser agredido pelas abelhas, além de fazê-los entender a importância delas na polinização; só depois perceberão que o lucro na produção do mel vem como consequência das floradas, algo que só é possível com a preservação do meio ambiente”, explicou Izabel Maria, contando que nota interesse em muitas pessoas em iniciar a atividade em Parauapebas, região e Brasil afora.

Maria Izabel em aula prática

Professora Rafaela Castro

Romário Silva Gomes, com a caixa de abelhas, e outros participantes da aula

Texto e fotos: Francesco Costa – Assessor de Comunicação da 14ª Região

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