NOVO ENCANTO PROMOVE CULTURA DA COMPOSTAGEM NA BAHIA

NOVO ENCANTO PROMOVE CULTURA DA COMPOSTAGEM NA BAHIA

Fibra do coco e húmus de minhoca são usados para produzir adubo

 

Em parceria com a equipe do Departamento de Plantio e Meio Ambiente (DPMA) do Centro Espírita Beneficente União do Vegetal (UDV), a monitoria da Novo Encanto tem desenvolvido em Lauro de Freitas, na Bahia, a atividade de compostagem no núcleo Apuí, uma das unidades administrativas da UDV. A iniciativa se insere na diretriz da Cultura no sistema ABC (Água, Biodiversidade e Cultura). 

Transformar cascas de frutas e verduras em adubo de qualidade para a plantação é, acima de tudo, um ato de consciência diante da natureza.  Assim, é possível reduzir o descarte de alimentos, reciclando nutrientes que retornam ao solo com  uma destinação adequada aos resíduos orgânicos que, a princípio, não seriam aproveitados na cozinha.

O impacto se dá diretamente na atenção à geração de resíduos e na melhoria da adubagem da terra.

Um dos elementos aproveitados como uma das camadas dessa compostagem é a fibra do coco. O fruto, de alto valor nutricional, era antes usado no cotidiano do núcleo Apuí, apenas para consumo da água e da polpa. As cascas eram desperdiçadas, sendo descartadas de modo a se decomporem naturalmente. Hoje, os cocos são 100% aproveitados e da casca é produzido um composto agrícola especial.

Juvenal Cintra, integrante da equipe do DPMA do núcleo Apuí explica que o primeiro passo para utilizar a fibra do coco é deixar as cascas secarem ao sol para cortá-las em pedaços menores e, em seguida, passá-las no triturador. O resultado é uma fibra solta e desfiada, de difícil degradação, mas excelente fonte de matéria orgânica de qualidade para potencializar a produtividade da compostagem.

As demais camadas são compostas pelo bagaço de Mariri (vegetal utilizado em rituais religiosos no âmbito da UDV), pó de rocha, folhagem verde, um composto orgânico conhecido como biocalda ou biogel, além dos resíduos de frutas e verduras. Após um ou dois meses, o material é revirado, e depois de três meses a compostagem está pronta para ser utilizada como adubo.

Segundo Fernanda Arouca Fontes, monitora da Novo Encanto no núcleo Apuí, o resultado desse composto é visualmente diferente: “A gente vê que ele é um bom fertilizante pela textura, pela cor viva, não é barrento nem é seco”.

As crianças também são protagonistas das ações educativas, como futuros agentes de promoção da sustentabilidade ambiental. No mês de julho, cerca de dez meninos e meninas participaram de uma atividade de plantio de ervas medicinais, e conheceram o processo da composição e o manejo da compostagem.

Húmus – Já a opção do núcleo Estrela da Manhã, em Camaçari (BA), foi trabalhar com um tipo diferente de compostagem, mas igualmente eficiente. Lá, a monitoria da Novo Encanto, em conjunto com o DPMA do núcleo, está implantando um minhocário. Também conhecido como vermicompostagem, o sistema utiliza minhocas para decompor matéria orgânica, tendo como resultado adubo rico em flora bacteriana.

“Com essa ação, os restos de alimentos, que não devem ser desprezados em aterros, são aproveitados transformando-se em um excelente composto orgânico, o húmus de minhoca. Assim, não estamos destinando matéria orgânica para locais inadequados, e ainda geramos um excelente adubo para uso nos plantios e paisagismo”, diz Adriana de Castro, monitora da Novo Encanto no núcleo.

São dois exemplos de ações simples mas eficazes no sentido de multiplicar saberes sobre o tratamento de resíduos, criando novos hábitos em comunidade capazes de reduzir o desperdício e multiplicar a educação ambiental, um dos propósitos mais caros à Novo Encanto.

 

Texto: Luisa Torreão, Assessora Regional de Comunicação da 4ª Região da Novo Encanto.

Fotos: Departamentos de Memória e Comunicação dos núcleos Apuí e Estrela da Manhã.

 

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